Primeiras impressões do GNOME 3

Tenho testado o GNOME 3 desde o dia do lançamento, primeiramente através do Live CD disponível no gnome.org e posteriormente instalando na minha distro favorita, o Arch.

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Software eficiente. Hardware suficiente.

Estava recordando 2008, quando meu PC era extremamente inferior ao atual em performance, e acabei percebendo certas coisas.A maioria das coisas que eu considerava “bloats” naquela época, hoje rodam decentemente no meu PC atual. Isso inclui Firefox e LibreOffice. Agora em 2011, estou com uma máquina mais rápida, e finalmente entendi o porque do software moderno ser tão mal otimizado: os desenvolvedores provavelmente testam esses softwares em máquinas modernas. Obviamente não percebem que seu código é inceficiente.

Acredito que as condições mais propícias a avanços consideráveis são as limitadas. Isso explica muito bem o fato de jogos do Super Nintendo serem tão bonitos, trazendo jogos com gráficos que parecem bastante atuais até hoje, num hardware bastante humilde até mesmo para a época. Daí alguém pode se perguntar:

Mas Fabrício, esse problema não é uma questão de eficiência, e sim de recursos. Mais e mais aplicativos como o Firefox, têm características muito mais avançadas e modernas possibilitadas apenas em máquinas atuais. Assim, o hardware deve acompanhar o software, e não há nada de errado com isso. Nós todos queremos mais recursos úteis e legais nos aplicativos que usamos diariamente, sim?

O ponto ainda não é esse. Usar o hardware para encobrir a ineficiência do código é uma das desculpas mais comuns entre programadores. Nos dias de hoje, o grande número de aplicativos que rodam bem em máquinas legadas são uma prova suficiente de que as desenvolvedores podem < escrever um código mais eficiente. Há muitas exceções quanto a isso. Entre essas, vídeos em H.264, que são uma solução formidável para streaming de vídeos, requerem um processador com clock de pelo menos 1,5GHz para decodificar sem problemas. Esta sim, é uma situação onde é plausível a necessidade de novos e modernos hardware

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Crer

“Porquê eu deveria acreditar que existe um deus se não há evidência disso? Onde está um deus que eu possa ver, tocar, ouvir, ou sentir de alguma outra forma? Acreditar em Deus é acreditar em uma ilusão.”

“Então, você quer dizer que porque você não pode perceber Deus com seus sentidos, deus não existe?” eu perguntei.

Sou uma pessoa racional!” Ela enfatizou o “racional”.

E se alguém mais puder perceber Deus?” perguntei a ela.

“Então eles estão se enganando.”

“Como você sabe?” Continuei com a linha de pensamento. “E se eles tiverem a profundidade de consciência, a habilidade de expandir a consciência, que permite que eles percebam deus e você não?”

“Bom, eu acho que se existe um deus, eu deveria poder percebê-lo. Que habilidade alguém mais poderia ter que eu não tenho?”

“Se lembra de quando você era uma criança”, perguntei, “quando o mundo parecia confuso e talvez um pouco assustador?”

“Sim.” Ela disse, olhando para mim e estranhando um pouco a mudança de assunto. Mas ela continuou. “Me lembro de ter medo no meu quarto. Eu fingia que haviam cães de guarda embaixo da minha cama que me protegeriam â noite.”

“Você ainda tem cães de guarda embaixo da cama â noite?”

Ela riu.

“Então, você concorda que compreensão e consciência podem mudar â medida que nós crescemos?”

“Sim?” Ela hesitou, talvez imaginando onde eu estava querendo chegar com aquele pensamento.

“Então, porque você quer acreditar que não existe deus, quando, na verdade, pode ser possível conhecer, por experiência, deus? Poderia ser que existe alguma satisfação, talvez conforto, na ‘descrença’ em deus?”

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Schopenhauer e o dilema do porco espinho

Assitindo a Neon Genesis Evangelion (anime fantástico), fui apresentado a um conceito psicológico muito interessante, o dilema do porco-espinho. Pesquisando sobre, acabei encontrando alguns livros interessantes sobre o negócio, “Os porcos espinhos de Schopenhauer”, criador do conceito, foi meu livro de cabeceira nas últimas semanas.

O dilema diz respeito à noção de que quanto mais próximos estão dois indivíduos, maior a probabilidade deles se ferirem mutuamente; contudo, mantendo-se distantes, irão sentir a dor da solidão. Daí a imagem do porco-espinho, com seus afiados espinhos nas costas, que irão machucar outro porco-espinho que se aproximar.

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Ponto Flutuante

Quando pequeno achava que tudo era sim ou não, certo ou errado, 0 ou 1.
A medida que cresci, percebi que muito pouco é assim, a maioria é um eterno oscilante ponto flutuante.
Cresci regrado pela lógica e pela razão. Sobremeti-me ao inconsciente, negligenciei a emoção.
Pura falsidade.
Esqueci que a imperfeição é ótima. Que a instabilidade é saudável.
Que pensamos de forma tão variável e descentralizada que os espaços entre 0 e 1 são insuficientes.
É só deixar fluir. Tirar a coleira da vida, pular nas costas dela e for aonde ela te levar. Lá você vai se encontrar.
Vai se deparar com as experiências mais imprevisíveis e ricas possíveis.
Baita clichê, mas a ficha demora a cair.
Quanto mais oscila, quanto mais vibra, quanto mais melhor.

Busque seus pontos flutuantes, a sua freqüência.

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Neste país de jeitinhos, o próximo sou Eu

Nesta nação de corruptos, egoístas, interesseiros e hipócritas, o bem ao próximo de nada importa se não for, também, o bem a si. Neste país onde nada é de graça, nem um sorriso (vai dizer que você gosta de sorrir pro seu chefe toda manhã?), nesta terra da impunidade e do jeitinho, onde se vai às últimas para buscar o que se quer: “Eu sou brasileiro e não desisto nunca!”. Neste Brasil impera a lei de Gérson: o importante é levar vantagem em tudo. Por mais que neguemos, ela é o nosso instinto. Só não conta pra ninguém, não é bonito, mas papai precisa ser assim, tudo bem?

Você duvida? Por que existem ONGs? Pra fugir dos impostos, para fazer doações, é mais barato e mais bonito. E dos políticos, precisa falar? O Bem do povo!? Ele que o ache! Só quero encher minhas cuecas! Enquanto isso tantas crianças abandonadas em creches mal-cuidadas (culpa dos cuecas) e tão poucos para dar-lhes um lar, justificativa não há nem uma que engane. O filho nascido da gente é melhor.

Neste Brasil onde o cara do bar te arranja uma cerveja no dia da eleição porque é seu “amigo”, neste país onde se eu não ganho, então que todos percam, não tem jeito… aliás, tem jeitinho, mas jeito só se for em discurso. Por outro lado, nem em estritamente tudo nos interessa levar vantagem, só se for muito bom, ou se a recompensa vier na hora. Exemplo: por que não reciclamos se é nada mais que vantajoso? Somos um país de egoístas e preguiçosos! Jeca Tatu não morreu. Nem eu mori, quem morreu fomos nós. Eu venci, nós empatamos, eles perderam. O próximo sou eu, cadê meus bens?

Você é o próximo!

Você é o próximo!

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